Facebook - RSS Feed for Vítor Figueiredo

domingo, 14 de junho de 2009

O Mestre de Obras & os Infelizes


"Agora se a felicidade necessita da dor? Tenho a impressão que, vendo a vida, não é possível uma felicidade sem sofrimento. Mais: a ausência de sofrimento impossibilitaria a felicidade. A dor tem um sentido positivo" disse o Vigário Regional da Opus Dei ao jornal i.

"Em certas doenças como a hanseníase podem ocorrer lesões nas terminações nervosas, tais, que a dor deixa de ser percebida."
in wikipédia

Coitados, estes indivíduos nunca serão felizes.


Já os atletas que se sacrificam diariamente para bater records, os masoquistas do BDSM e as anorécticas devem ter lugar garantido no reino da felicidade...


13 comentários:

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Ler o que está escrito de maneira a poder ter alguma coisa para criticar, em vez de tentar perceber a mensagem que está a ser transmitida é que não me parece muito honesto. Mas é moderno, por isso tudo bem.

Malta disse...

eheh juro que tentei... li aquilo tudo de trás para a frente a ver se me convenciam a mudar de opinião. Afinal o homem é o number One lá do sitio mas nem assim percebi... continuo a leste daquela coisa da dor e do sofrimento e do cilício... chamem-me epicurista agnóstico moderno e maldoso mas não atinjo, nem mesmo através do conceito da fé que eu até respeito muito... estóicos ascetas não é a minha praia e não percebo porque temos de sofrer para atingir a felicidade...

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Não gosta de estóicos ascetas, então sugiro um post a criticar fortemente os budistas. E já agora pedem-se também criticas aos hindus, basta ver o que foi a vida do Gandhi, plena de jejuns e meditações, isto para não falar da abstinência sexual. Mas porquê atacar esta gente toda, se é mais fácil maldizer os católicos, neste caso o Opus Dei?

Parece-me que não é dificil de perceber porque que temos que sofrer para atingir a felicidade. Senão vejamos, a felicidade total, com a ausência total de sofrimento e plenitude completa só pode ser atingida no Céu (ou seja depois de morrer). Para lá chegar, temos um caminho, temos que viver, e esta vida implica sofrimento. Quem nunca sofreu, nem que seja ter que acordar de manhã quando não apetece, ponha o dedo no ar...pois!

Já agora, sugiro que se fechem todos os ginásios, e se proibam todas as dietas, essa ideia de sofrer para ser feliz é da idade das trevas.

Malta disse...

Criticar a "Opus Buda"? Esses, aqui, não têm grande importância nem influência.

Pois é, esta vida implica sofrimento (implica?) e o sofrimento que a Opus Dei "defende" para o dia-a-dia, é mesmo acordar de manhã e levantar, mesmo quando não apetece...

João "o discipulo amado" Silveira disse...

"Esses, aqui, não têm grande importância nem influência."

Pois, porque os 1500 que em Portugal pertencem à Obra é que mandam nisto tudo, por isso é que nas escolas já foram retirados os crucifixos, e preparam-se para entrar os preservativos, e também por isso é que temos em Portugal aborto a pedido, com prioridade sobre as pessoas que realmente estão doentes. A influência da Obra na sociedade portuguesa é incrível.

Vou-lhe dar uma pista, consegue juntar estas letras: M, A, Ç, O, N, A, R, I, A? Interessa-lhe realmente criticar quem tem influência? Não me parece.

"Pois é, esta vida implica sofrimento (implica?)"

Não? Então, é uma excepção em 6,6 mil milhões de pessoas, que sorte!

"e o sofrimento que a Opus Dei "defende" para o dia-a-dia, é mesmo acordar de manhã e levantar, mesmo quando não apetece..."

A ironia com que fala mostra bem a ignorância em relação à Obra. Já ouviu falar da expressão "minuto heróico"? Duvido, mas aqui tem a explicação dada pelo fundador do Opus Dei:

"O minuto heróico. - É a hora exacta de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza."

E atenção que eu não pertenço à Obra, nem nunca pertenci, mas simplesmente gosto de me informar minimamente antes de falar sobre algum assunto. Já percebi que não partilha deste gosto. Não há problema, é uma pessoa moderna, e isso é que interessa.

Malta da Rua disse...

Escolas, hospitais, justiça etc ainda bem que as instituições religiosas não têm influência em organismos públicos, se bem que tentem. Se eu quisesse viver num Estado teocrático emigrava para o Irão ou para o Vaticano.

"Apenas" 1500... nem que fosse apenas 1. O Papa é só um e as suas encíclicas infuenciam milhões (nada contra as encíclicas que até são mais que públicas).

Uma coisa é aceitar o sofrimento e e conviver com ele quando aparece, outra é defender que sem sofrimento não se pode atingir a felicidade. Fui claro?

Nós só nos informamos das coisas sobre as quais queremos ser informados. Tal como um não-membro da Opus conhece o minuto heróico e
"esquece-se" de referir o cilício, usado hoje em dia por Cartuxos, Carmelitas, Franciscanos da Imaculada Conceição e membros da Opus Dei.

Como licenciado em História estou mais informado sobre o passado e seguindo o seu conselho tive de ir tirar a limpo estas coisas das quais não tinha a absoluta certeza(cilícios, Cartuxos e afins). Por um momento deixei de ser moderno mas foi um "sacrifício" em prol da minha felicidade.

Para mim, Maçonaria e Opus Dei são frutos da mesma árvore, organizações que defendem certas doutrinas ou ideologias e que procuram influenciar a sociedade. Até aqui tudo bem. O que me perturba é quando eles o fazem por baixo da mesa. Nunca gostei de lobbies, sejam eles empresariais, políticos ou religiosos, apesar de estarem muito na moda. É muito americano e a América, agora, até está na moda... mas na América o lobbie é feito às claras.

João "o discipulo amado" Silveira disse...

"outra é defender que sem sofrimento não se pode atingir a felicidade."

Vou tentar explicar novamente:

está implicita ao ser humano uma esperança. Esperança de quê? De felicidade, ou seja, as pessoas, mesmo que não o verbalizem, acreditam que amanhã vão ser mais felizes do que hoje, senão não se moveriam em busca dessa felicidade. Esse caminho em busca da felicidade é feito de sofrimentos. É feitos de muitas coisas, e sofrimento é uma delas. Acha que o sofrimento é o mal maior, então mais uma vez lhe pergunto se deviamos fechar os ginásios? Sempre que vou lá farto-me de ver pessoas em sofrimento atroz.

"Tal como um não-membro da Opus conhece o minuto heróico e
"esquece-se" de referir o cilício"

Não me esqueço nada do cilicio. Sei que se é usado, é por um bem maior, tal como as pessoas que fazem dieta acham que aquele sofrimento é por um bem maior. Porque é que um é mau e o outro é bom? Porque um é espiritual, o outro é corporal?

"Por um momento deixei de ser moderno mas foi um "sacrifício" em prol da minha felicidade."

Muito bem, é disso que estou a falar, o sofrimento, mesmo um minusculo como investigar coisas que não apetece investigar, pode trazer bons frutos, neste caso conhecimento.

"Para mim, Maçonaria e Opus Dei são frutos da mesma árvore, organizações que defendem certas doutrinas ou ideologias e que procuram influenciar a sociedade."

Esse para mim tem provas, ou é uma crença? Crenças há muitas, e se não me derem boas razões para acreditar, não acredito em nenhuma.

Conhece alguém da Obra? Tente conhecer, e fale com ele/a sobre isso, talvez fique a saber um bocadinho melhor o que é a Obra. Ou então vá ao oratório de S.Josemaria, perto da universidade católica, e veja o que é aquilo.

Garanto que é mais um esforço (sofrimento) que compensará em conhecimento. Se não compensar, pago-lhe o dinheiro da gasolina.

Malta da Rua disse...

João, não vale a pena tentar explicar mais porque temos, claramente, ideias bem diferentes e eu não estou aqui para convencer ninguém. Eu vou continuar a discordar da ideia "não é possível uma felicidade sem sofrimento" e já expliquei porquê.

"Se não me derem boas razões para acreditar..." João, é preciso ter fé ;-)

Livra! Não estou minimamente interessado em saber mais da Opus Dei do que aquilo que já sei. Acho graça vocês terem uma fé cega de que vão converter alguém e não verem logo à primeira que há pessoas inconvertíveis a coisas como a Opus Dei.

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Lol! Eu não quero converter ninguém, quero sim corrigir mentiras e meias-verdades. Foi isso que aqui tentei fazer, mas a liberdade existe para que as pessoas possam decidir em que é que querem acreditar.

Ao menos a minha fé é feita de razões. A sua, que o Opus Dei é o que diz que é, é baseada em mitos urbanos, e lugares-comuns.

Razão tinha o Chesterton quando dizia: "Quando se deixa de acreditar em Deus, acredita-se em tudo."

Malta da Rua disse...

Uma fé feita de razões???????

Já agora, sobre algo que disse num post anterior, eu não acredito que tenha de se sofrer num ginásio para ter um corpo saudável ou esteticamente atraente, o mesmo para dietas sofridas em prol dessa mesma imagem corporal... alimentação saudável e equilibrada e exercício regular não implicam sofrimento para alcançar uma "mente sã num corpo são".

Esta discussão não leva a nada. Sobretudo quando um dos interlocutores considera que as suas opiniões/fés são baseadas em razões e as dos outros baseadas em mitos e lugares-comuns, como disse. Quer dizer, eu tenho liberdade para decidir no que quero acreditar mas - coitado de mim - será sempre uma decisão mal-informada. Por favor, não me paternalize. Ass. o ignorante/irracional.

João "o discipulo amado" Silveira disse...

"Uma fé feita de razões???????"

A quantidade de pontos de interrogação é inversamente proporcional ao seu conhecimento do que é a fé, só assim se explica este espanto. A fé é usada todos os dias, por si próprio, na grande maioria das decisões que tem que tomar. Se considera isso irracional..

"alimentação saudável e equilibrada e exercício regular não implicam sofrimento para alcançar uma "mente sã num corpo são"

Já percebi, o seu problema é com a palavra sofrimento, muito bem basta inventar uma nova, por ex "xokran". Alimentação saudável, que implica resistir a uma série de coisas, e exercicio regular, que implica deixar de fazer uma série de coisas, implica "xokran", assim já pode concordar.

"Sobretudo quando um dos interlocutores considera que as suas opiniões/fés são baseadas em razões e as dos outros baseadas em mitos e lugares-comuns"

O meu conhecimento da Obra vem de ter grandes amigos que pertencem, e por eu próprio já ter ido algumas vezes a actividades. Diria que falo com mínimo conhecimento de causa. O seu "conhecimento" sobre a Obra vem de onde?

Só através da credibilidade das fontes, poderemos ter um conhecimento baseado em (boas) razões, ou não. É assim a fé, meu amigo.

margarida disse...

MR,
qual é a cadeira de História em que se aprende o Opus Dei?
Devem dar uma importância tremenda à Igreja do século xx em Espanha!
E deve ser tudo verdade porque os autores/professores tiraram este mesmo curso e saberão imenso, todos a lerem Jose Mattoso (era bom) e a informarem-se. Depois já tá. Argumento: tenho licenciatura em Historia. Engulo livros e questionar tá quieto que dá trabalho. Cego e feliz com a teoria. A história actual tá aqui mesmo à mão de semear e ainda dá pa comprovar a veracidade das coisas.

margarida disse...

Ups!! Peço desculpa porque li mal o que tinha escrito e por isso o meu comentário é resposta a nada.

O MR desistiu?